
O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou novo capítulo na Câmara dos Deputados. Relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada de trabalho, o deputado federal baiano Paulo Azi (União Brasil) afirmou que a mudança pode representar avanço para os trabalhadores, mas defendeu a construção de alternativas para evitar prejuízos aos setores mais intensivos em mão de obra.
Segundo o parlamentar, a participação do governo federal será decisiva para equilibrar os impactos econômicos da proposta. “Há segmentos em que o peso da mão de obra no custo de produção é muito elevado. Dependendo do formato da redução, o impacto pode ser mais forte nesses setores”, pontuou.
Estudos divulgados por entidades do setor produtivo reforçam a preocupação. Levantamento do BTG Pactual indica que a diminuição da jornada pode provocar impacto negativo entre 3% e 3,5% no Ebitda de empresas da área de saúde, acendendo alerta sobre possíveis reflexos nos custos operacionais.
Azi argumenta que o governo pode propor soluções consensuais para mitigar os efeitos da medida, evitando que a conta recaia exclusivamente sobre determinados segmentos econômicos. Para ele, a discussão precisa avançar com diálogo amplo e responsabilidade fiscal.
O deputado também saiu em defesa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que optou por tratar o tema por meio de PEC, e não por projeto de lei, como defendia o governo. Segundo Azi, o modelo de emenda constitucional exige maior quórum e amplia a necessidade de construção de consenso no Congresso Nacional.
A proposta segue em tramitação na Câmara dos Deputados e deve intensificar o debate entre governo, parlamentares e representantes do setor produtivo nas próximas semanas.
Fonte: Bahia.ba | Seu portal de notícias com 40 anos de credibilidade
Imagens: Redes sociais de Paulo Azi